sábado, 17 de julho de 2010

A liberdade da razão

Não valeu a pena ter razão
Na razão é só o que ela crê
Não me valeu a iluminação
Amor foi tudo tão démodé
Esclarecidos como ruínas
As nossas sobras pelo chão
A paixão é sua indisciplina
Onde estava a inspiração?

Eu quis de tudo, eu acreditei
Amor eu só queria sua mão
Não há o dono da verdade
Não existiu multiplicação

Porque era tão experimental?
Querida, sozinha na estrada
Nem sempre será carnaval
A dois poderíamos sobrevier
Mas o que te sobra de opinião
Tem me faltado de coragem
Foram respostas sem questão
Tudo antes do amanhecer

Eu quis de tudo, eu acreditei
Amor eu só queria sua mão
Não há soberania da verdade
Não nos existiu divisão

Agora cruze esta estrada
O gosto amargo do conhaque
Querida não foi nada
Eu amava e vai passar

Eu quis de tudo, eu desacreditei
Amor eu só queria entender
Por que não levamos em conta
toda insustentável leveza do ser

Ps: da série canções para concertos de Rock.

4 comentários:

Flanders disse...

Que linda a parte do "Querida não foi nada Eu amava e vai passar".
Ficou linda seu conjunto de palavras D: como sempre! Era só ele que a amava? 'o' Eu juro que estou relendo para compreender bem. :)

Não tem tu vai Te mesmo disse...

''
I just don't know what to do with myself
I don't know what to do with myself
Planning everything for two
Doing everything with you
And now that were through
I just don't know what to do ''

Bj

T

Fábio Luis Neves disse...

Senhorita Larissa John, muito obrigado! Fico feliz que lê e gosta das coisas que publico. Fique a vontade pra interpretar como sente, eu explicar o que quis dizer só atrapalha, o poema fala por si só e sei que você tem bons sentimentos consigo.

Maitê, é bem por aí mesmo, relação pertinente, de onde veio esses versos? Valeu por estar sempre aqui também!

Beijos =)

Renan disse...

Fábio,

achei esse poema com cara de heterônimo rsrs

parabens novamente.