quinta-feira, 10 de junho de 2010

A dupla vida de M. Ruiz

Ele ainda se deita de olhos abertos
ao vivo, disforme e as cores
Ele ouve música de olhos fechados
Ao que tudo indica
acorda a sentir o sabor
vai aonde fores
O duplo vaga além dos vapores
persegue, igual, livre e fraterno
em algum lugar do passado
imediato e ao que tudo em dia
Valores, novo peso, outra medida
Ele ainda observa o pouso certeiro
será feliz, é feliz, serás feliz?
vida de papel, via de mão dupla
Ele ainda observa a estrada perdida
o bater das leves asas no canteiro
fragmentos solitários pensamentos
é aquilo que todos indicadores
Com quem será? Com quem será?
Com quem será que o Mário vai casar...
Ao que tudo em dica, Quem será?
Ao que tudo indica Dores!

4 comentários:

Lulih Rojanski disse...

Fábio, poesia pela manhã me alimenta pelo resto do dia. Que belo poema este que por um instante infinito me fez fechar os olhos para as amarguras da vida inteira...
Um abraço.

Anônimo disse...

Fá, lindo sonhei com tudo isso

Mah =)

Anônimo disse...

Eis um amadurecimento ou uma coragem, atrevimento talvez...? As palavras andam menos sinuosas, menos pálidas ou bem vermelhas. Fico me perguntando quando ou se haverá uma espada cheia mais aguerrida em sua poesia, ou seja, se um dia de fúria, madura,mas fíria, virá...? Qual será a sua poesia poeta? Não responda, beba algo, pode ser água. Gostaria de leva-la, alguma delas, ao Facebook, é possível? Já lhe ofereci Folhas Secas na voz de Elis lá, hoje. Zi

Fábio Luis Neves disse...

Puxa Zi, é uma honra pra mim se colocar qualquer coisa minha que seja em seu facebook, te admiro muito e você lendo e dialogando me deixa muito feliz, é uma pena, eu não tenho facebook, por isso não pude ver a que me ofereceu por lá...
Muitíssimo obrigado, saubdades!