sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Poesia: é o que Carlos fazia!

Não se mate?
Não.
Não antes do cheque mate.
Em busca da palavra deslimite,
da translação plurisignificativa,
do verso que me falha a calmaria
tipo folhas de erva mate.
Mundo, mundo, vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo,
não me chamaria Drummond,
o que me parece mais sólido
como esses pedregulhos
que me ferem os pés pelo caminho.

4 comentários:

ElderF. disse...

Até lembra música de ciranda, "Mundo, mundo/ Vasto Mundo..", "Rato, rato / Meu querido Rato...".

Bem, ao menos foi essa a minha devagação, abraços!

renan disse...

cheio de personalidade o poema.

abraço.

ronie disse...

Legal...mas o q é plurisignificativa msm???

julio miragaia disse...

Caro Fábio,
Se só haviam pedras no meio do caminho de Drummond ele não gostaria de ver os pedregulhos que existem nos meios dos caminhos de quem vive num mundo onde tudo já foi dito e ao mesmo tempo seguimos tentando dizer. Carlos realmente fazia poesia e nós, o que hoje fazemos? pra você tem diferença entre poema e poesia? dúvidas que deixo aqui amigo as quais eu não tenho respostas mas sigo tentando convulsivamente escreveno buscando sei lá o que. rsrs. abços sempre bom estar por vossos blogs