segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Simétricas variáveis

Verdejantes mares bravios,
em que anos me entreguei,
em troca da espera interminável.
Quando encostei âncora ao litoral,
Rememorei todas espumas flutuantes
e de um itinerário delirante
fez-se o pranto sem mar,
sem ânsia de continuar.
Estava sem o amor que me fazia navegar,
sem o reconhecer, sem a cumplicidade.
Travado no cais e atracado no caos.
Contudo, captei o que não permitia,
abri caminhos ao valor que me davam,
adquiri novos instrumentos de navegação,
e então, libertas que será tamém,
delirei em novo itinerário...
e é nesse que me lanço agora,
simétricas variáveis:
no mais perfeito caos!

1 comentários:

tiagobertolin disse...

"Travado no cais e atracado no caos", quem nos libertará, além de nós, os nós que nos atracam; "liberdade ainda que tardia"