quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Não tem explicação

Diante da falta
o deleite pra esquecer
um artefato idealista
a vontade de possuir.

Pobre poeta que não consegue
dar conta de abarcar toda beleza e encanto
de sua amada!

Sentimento inesgotável,
saudade avassaladora,
resultante improvável
tudo nela lembra perfeição...

Saudade que corrói,
lembranças de toques,
abraço consolador,
só o abraço consola a dor!

Caustica angústia.
Sente-se só
Sabe-se um
Volta-se ao pó
Espera-se num...

Num momento em que possa
encontrar explicação
pra tanto amor,
tanto querer,
pra explicar como ela pode,
além da certeza e princípio,
ser toda beleza e domínio...
E ele pobre poeta
que se refugia em versos e estrofes
querendo tê-la entre seu peito
pra além de tudo o que pode.

2 comentários:

Carol Marinho disse...

Como vc consegue?
Eu achei que o poema anterior era o melhor...daí vc se supera nesse aqui? rs


Vai fundo menino!
Tudo de bom pra vc...

Pena que todo poeta sempre sofre...rs

sol disse...

O poeta está a flor da pele
derrete a propria neve interior
e ao redor
o poeta está em febre
em uma rasgo de genialidade
em um trago de simplicidade e ousadia
faz das palavras mágica
pureza
som
movimento
simplesmente poesia
para todas as almas