domingo, 17 de dezembro de 2006

O encontro do homem só com a insatisfação

Começo a escrever para sair da solidão.
E descubro logo, nas primeiras linhas,
que aqui me encontro com a solidão!

O poema se torna um ponto de ebulição,
o encontro do homem só com a insatisfação.
se torna um misto entre nostalgia e alucinação,
um quase perfeito equilíbrio de inexatidão.

Inexatidão que me faz voltar sempre ao mesmo lugar.
Quantos quilômetros separam o interior paulista do Amapá?
Insatisfação que parece não ter cura,
que talvez se torne mais suave com literatura,
mas que em instantes me inebria de passado
e me angustia até ficar desesperado.

Fecho os olhos, tento dormir, não consigo sonhar,
aperto o travesseiro, solto algumas palavras pelo ar.
Estas, atravessam dimensões, vão de Dracena à Macapá!
Entram no sono dela pra tentar me libertar.

De repente, termina minha alucinação,
me pego de volta com a caneta na mão,
estou nas últimas linhas e continua a solidão!
Mais uma vez indago uma questão...??
... dois meses, logo passarão?? ...

O que faremos?

O que faremos com o excesso de informação?
Nem levantamos as hipóteses e,
está aí mais um turbilhão!

O que faremos no final da tarde com esta geração?
É tanta velocidade que,
chegaremos ao entroncamento da civilização!

O que faremos com o que chamam humanidade?
eu quis te dar a mão e,
a impaciência destruiu a última possibilidade!

O que faremos com esta bola azul que está girando?
não paramos pra pensar e,
estamos cada vez mais nos afundando!

O que faremos com o simples ato de amar?
isso é tão simples que,
resolveremos complicar!

O que faremos do nosso dia-a-dia?
me pediram pra calar,
informação devora toda filosofia!