Você que olha em sua volta e só vê pobreza,
e através das mesmas notícias, política de exploração,
e ainda pensa que é possível fazer protesto,
já não há mais saída, não é questão de opinião.
E vê o pobre, o PIB, o preço, o pão,
E vê o povo, parado, pedindo, o pão,
Você que se sente constrangido,
que foge dessa podre poluição,
e sabe que não tem direito a nada,
que eles são agentes da opressão.
São padres, políticos, professores, patrão,
São os pais, pastores, polícia, prisão.
E isso tudo ainda pode virar arte,
Sociológica, um produto ou uma canção,
pra que possamos seguir estes esquemas,
de métrica, rima, ritmo e aliteração.
Piadas, presépios, pinturas, exposição,
privadas, política, pintadas, pretensão,
poetas, poemas, prisioneiros, explosão,
prosas, poesias, portas da percepção...
4 comentários:
Caramba!
Este é muito bom! Muito mesmo!
Política de exploração e métricas forçadas fazem parte da atual composição!
Parabéns se superou!!
gostei muito dessa cara.
Fafá, essa foi boa hein...nao sou muito bom de poesia, ...so sei akela da batatinha kuando nasce......mas essas suas ficaram muito boas...parabens....abraços.....
....Ronie
Fábio,
Quem diria, hoje descobri um poeta em um amigo. Surpresas surpreendentes. Gostei muito dessa poesia. Como dizem os poetas (Drummond, Gullar), tudo pode ser matéria da poesia, assim como da sociologia... Parabéns!
Postar um comentário